Archive for the ‘Uncategorized’ Category

sei lá também

19/03/2012

quem come muito é gordo, quem não come é magro?
quem come é gordo ou quem é magro é gordo?
quem é gordo come ou é magro?
quem come é magro quem come é gordo quem come é quem come?
quem não come e quem come o que come é o que come ou é gordo ou magro?
quem come muito é magro ou não come muito ou é gordo?

sei lá também.

I only know that you know that you don’t know

14/03/2012

‘cause I’m afraid that my truth is falling
then what can I do?
keep living?
I thought you were my life, aren’t you, my darling?

‘cause I’m afraid that my truth became lie
then what can I do?
keep running?
I thought you would be by my side, all the time, until we die.

and I’m so afraid that all my truths are giving me creeps
then what could I do, now?
keep trying?
I thought I was your best friend, best friend with benefits.

but all I know is what I know…
… and I only know that you know that you don’t know.

Perdido e atolado em Ilha Comprida – Parte 1

22/11/2011

Já que no post passado eu listei alguns eventos de grande influência do azar sob minha vida, chegou a hora de mais uma exemplificação dessa minha atratividade para histórias engraçadas que [SPOILER!!11one] terminaram tudo bem.

O fato que narrarei aqui hoje ocorreu um fim de semana antes da segunda fase da FUVEST, quando fui à praia com meu pai encontrar o resto da família, que já estava lá. Era janeiro de 2008, estou me esforçando para lembrar de tudo. Aliás, eu comecei a escrever esse texto em 2008 mesmo, mas minhas muitas ocupações como bixo na faculdade nunca permitiram que eu o terminasse. Agora que estou no quarto ano e minha agenda é bem mais livre (hahaha!), achei esse rascunho e arranjei tempo de finalizá-lo.

A praia em questão é Ilha comprida, uma cidade no litoral sul de São Paulo que faz divisa com o Paraná e – pode acreditar – também é uma ilha. O nome foi dado devido a seu comprimento notável, são aproximadamente 70km de praia e, em média, uns 3km de largura.

Mapa da Ilha Comprida

Ilha comprida é deserta, sensacional. Quer dizer, até uns anos atrás o acesso era de balsa, até que fizeram uma ponte e ir pra lá tem ficado sem graça desde então. Ouvi dizer até que estão asfaltando todas as ruas e as praias lotam de farofeiros nos fins de semana. Mas o que vale pra essa narrativa é o que tem na minha memória, e como era o lugar naquele dia.

Meus avós tem casa lá já faz uns 20 anos, num lugar afastado uns 17km do boqueirão (centrão), o que até pouco tempo garantia uma praia quase particular, onde o espaço era dividido apenas com alguns caiçaras pescadores, como o Seu Gildo, também dono do marcadinho, carrinho de sorvete, barzinho e central telefônica daquele balneário. Sim, só existe (ou existia, já disse que faz tempo que não sei dos progressos daquele lugar) um telefone fixo por lá e o sinal de celular chega a ser negativo.

Carro na Praia de Ilha Comprida

No começo de 2008 eu tinha acabado de tirar minha carta de motorista, e o carro da minha tia estava com problema na bateria, o que a obrigava ligar o carro de tempo em tempo, até que fosse consertado. E essa era minha tarefa.

Quando você ganha um presente novo, usa com que frequência? All the time. Lembro quando ganhei meu PlayStation 1 de Natal e virei a noite jogando… TODOS OS DIAS DAS FÉRIAS.

Logo, eu gostava muito da tarefa de ligar o carro da minha tia de hora em hora, ainda mais porque podia dar umas voltas com ele de vez em quando e justificar minha recém adquirida permissão para matar dirigir.

(Aliás, notem como estou velho. Tirei a carta com 19 anos de idade, ou seja, um ano depois do que poderia ter tirado, e ano que vem já terei que renová-la! RENOVAR CARTA É COISA DE PAI! Eu lembro quando meu pai renovou a CNH pela primeira vez, não faz muito tempo. Ok que a lei mudou, mas mesmo assim, o sentimento não muda, nada vai mudar o fato de que sou um idoso fazendo exame médico pra renovar carta, assistindo só os dois primeiros blocos da Praça é Nossa e dormindo logo em seguida. E acordando pra assistir Globo Rural no dia seguinte.)

Não que fizesse diferença ter ou não ter carteira de motorista em Ilha Comprida, não há viaturas de polícia naquele lugar – eu pelo menos nunca vi. O mais próximo de uma autoridade que passa por lá são helicópteros do IBAMA (ou algum orgão equivalente) sobrevoando aquele patrimônio natural da humanidade em busca de pescadores ilegais ou pessoas cometendo crimes contra o meio ambiente. Acho que dirigir sem carta se enquadra menos que fazer xixi no mar.

Enfim, eu gostava de pegar o carro e sair dirigindo pelas poucas ruas de areia do balneário, mas nunca passava a pontezinha. Nunca. Era um dos limites impostos pelo meu pai: 1) não entrar na praia (os carros andavam livremente pela praia, inclusive o ônibus circular que aparecia dia sim, dois dias não); 2) não correr, por motivos óbvios; 3) nunca, em hipótese alguma, passar da pontezinha, que dava pra um caminho alternativo ao da praia pro boqueirão, além de também levar ao mar pequeno – o outro lado da ilha, que na verdade era um rio. Era uma estrada reta, cercada de mato de vegetação típica que eu não saberia descrever e nem o nome correto que aprendemos em aulas de geografia – que junto com história era a matéria que eu mais me dei mal no ensino médio. A única coisa que eu sabia daquela estrada era que ela dava em uma cabana de um pescador que vendia peixes e camarões bem baratos e vivos.

Então. Acontece que minhas voltinhas de carro estavam ficando muito chatas, aquele lugar era realmente muito pequeno e desde criancinha eu já conhecia tudo. Já havia percorrido aquele território a pé, de mini-buggy, e até de bicicleta – inclusive, eu atropelei uma criancinha de bicicleta uma vez, mas isso é outra história – e chegou um dia que eu resolvi ousar atravessar a pontezinha, que mal poderia me acontecer?

Você fica sabendo no próximo post.

Ria do seu passado

04/07/2011

Uma mania que sempre existiu na internet foi a de pessoas se auto-classificarem como azaradas. É comum encontrar textos, videos ou podcasts de pessoas dizendo que são As Mais Fodidamente Azaradas E Sem Sorte De Todo Planeta, e logo em seguida narrarem um fato engraçado sobre esse acontecimento. O que que eu tô falando? Eu sempre faço isso.

Então vamos agora a mais um raro texto publicado por mim, surpreenda-se com as minhas novas descobertas sobre o mundo de mim mesmo, deleite-se com a qualidade literária que forneço tecendo essas humildes palavras na ordem mais conveniente possível. De nada.

Esses dias eu estava analisando alguns acontecimentos da minha vida – como por exemplo o dia do copo na rodoviária, o dia em que atolei o carro da minha tia no meio do nada, o dia em que peguei ônibus errado em Campinas, o meu reveillon do ano retrasado dentro de uma barraca no pé do morro em baixo de chuva torrencial, o segurança gigante me expulsando de um dormitório nos EUA, entre vários outros que citarei ocasionalmente em algum momento ainda não determinado – e logo me vem a cabeça que sou muito azarado e que esse tipo de coisa só acontece comigo. Porém, pensando e refletindo um pouco mais acerca destes fatos, eu acabei concluindo que tenho é sorte.

“Mas sorte, como assim, Zeca? Tá maluco?” – eu mesmo me indaguei após ter concluído esse absurdo, mostrando que me perco facilmente na linha de raciocínio quando estou pensando SOZINHO, imaginem então a dificuldade que estou tendo para formular uma explicação sucinta deste absurdo.

Então… sorte, como assim? Seguinte, é simples… Calma, nem tão simples. Eu comecei a escrever esse parágrafo umas 3 ou 4 vezes, sério. Mas agora eu pensei num resumo ideal: é simples pelo seguinte clichê e pensamento otimista BARRA (/) conformista: poderia ter sido pior. Algo a mais poderia ter acontecido, digo, vários algos a mais poderiam ter acontecido. E aí sim, meu amigo, o Zequinha aqui entraria pra classificação de Rei do Azar. Se tudo acabou tão bem no final, a ponto de permitir risadas de MIM MESMO após minutos do próprio acontecimento, aquilo foi sorte. Rendeu um novo post no blog, por exemplo (ou era pra ter rendido, se num fosse minha preguiça e falta de compromisso para com os milhares de leitores deste tão famoso espaço virtual).

O que concluir com isso? Nem eu sei, esse é o motivo de ter começado a escrever esse texto em meados de 2009 e nunca ter conseguido terminá-lo. Talvez a moral da história seja a seguinte: se você está vivo, ria do seu passado. E lembre-se dessas histórias para contar aos seus netos.

30 day song challenge – parte 1

02/06/2011

Eu não sei compor música, também não sei tocar ou cantar, não tenho o dom, infelizmente. Não tenho ritmo, não sou afinado e nem sou bom também em decorar letras. Minha memória sonora também é péssima, muitas vezes eu confundo duas músicas que gosto por um trecho parecido que está tocando.

Mas quem falou que precisa de tudo isso pra apreciar um bom som? Música é sentimento e – para sentir – basta estar vivendo.

Eu comecei relativamente tarde a me interessar por música, no sentido de pesquisar bandas e ouvir o máximo que puder. Quando era menor, meus cds restringiam-se a Sandy & Jr, Chiquititas e – agora uma banda que valeu a pena – Mamonas Assassinas. Então surgiu a internet banda-larga na minha vida e o Napster, e tudo mudou. E por uma sorte do destino, nessa mesma época, eu achei o Dark Side of the Moon jogado nas coisas do meu pai, o que me guiou à luz e construiu meu bom gosto musical que tenho hoje.

Dark Side of the Moon

Meu primeiro contato com a perfeição em forma de ondas sonoras

30 day song challenge é um meme que conheci no Facebook. Quem participa deve postar diariamente uma música durante 30 dias, cada uma seguindo uma “regra” específica. Eu comecei a brincar, então aqui vão minhas escolhas pros primeiros 5 dias, e uma breve justificativa.

  • day 01 – your favorite song

Eu sou péssimo em escolhas, tenho medo de me arrepender – mesmo quando a decisão não vai acarretar em algo tão importante assim – então obviamente tive dificuldade especial em escolher minha música favorita.

Dogs é uma música perfeita, de um álbum perfeito e uma banda perfeita. Sem mais.

  • day 02 – your least favorite song

Lógico que também foi difícil escolher minha música “menos favorita”, mas a “responsabilidade moral” é muito menor, então pra escolher essa música eu julguei primeiro pela capa – escolhi uma música com nome bizarro de uma banda que já acho bizarra.

Eu nem precisaria ouvir pra garantir que a música é bem ruim e se encaixaria nos padrões de “menos favorita”, mas fiz esse sacrifício e confirmei o óbvio: que coisa horrível.

  • day 03 – a song that makes you happy

Normalmente eu decido o “humor” da música que vou ouvir de acordo com o que JÁ estou sentindo, por isso a dificuldade (mais uma vez!) em escolher a música desse dia, já que quis realmente uma música que pudesse mudar meu humor.

Essa música do Belle and Sebastian faz bem esse papel, transformando qualquer dia chuvoso em mais um dia de sol. ;)

  • day 04 – a song that makes you sad

Mesmo problema com a anterior, eu quebrei a cabeça pra achar uma música forte o suficiente pra me deixar triste, mas acho que consegui.

Eu até tentei escolher algo que fugisse de Pink Floyd, mas eu não conheço banda com músicas que retratam tão bem o clima tratado pelas letras. Como essa letra é triste, a música também consegue ser e influenciar.  Ao ouvir, não tem como não bater uma deprê.

  • day 05 – a song that reminds you of someone

Tem várias músicas que me lembram pessoas, mas como escolher sem ser injusto ou de um jeito que a música também tenha importância?

Apesar do título e letra, essa música não me lembra nenhuma menina / paixão do passado. Me lembra o motorista do intercâmbio que fiz nas férias, senhor extremamente gente boa e cujo rádio do carro não saía da estação de country music. O Ludwig sempre aumentava o volume quando começava essa música.

Por hoje é só, creio que não vou ter dificuldades em postar o resto das minhas escolhas brevemente, então já volto.

Quando o “IT” não é pronome

13/05/2011

Considero escrever uma prática saudável para manter a criatividade e – claro – uma importante habilidade que poucos valorizam. Por isso sempre mantive blogs, um lugar onde posso guardar meus textos e ainda receber a opinião de amigos e desconhecidos.

O que eu sentia falta no meu blog antigo (du Contra) era um espaço para textos mais sérios. Estou no quarto ano de engenharia de computação e – apesar de algumas decepções com o sistema acadêmico brasileiro – eu gosto muito deste curso e de suas possibilidades, e já me vi com vontade de escrever e dar meus pitacos nesses assuntos que acompanho tão de perto.

Eis que surge esse blog, Zeca on IT, onde me sentirei a vontade para escrever sobre assuntos sérios – “IT” é a sigla em inglês para Tecnologia da Informação – e ainda também sobre os simples devaneios que sempre estive acostumado, como causos de azar ou fatos interessante da vida, universo, e tudo mais.

Então é isso. Pegue a pipoca, refrigerante, sente-se e… espere o próximo post neste mesmo endereço.

Hello World!

13/05/2011

Quando o gerador de improbabilidade infinita é ligado, além de pães de queijo com sabores estranhos, alguns textos podem surgir. Este espaço é onde eles serão armazenados, a válvula de escape de uma criatividade constantemente podada por um curso de engenharia.

Zeca On IT. Simples assim, meio que copiando do Zuckerberg – isso, o tio do Facebook – e seu Zuckonit. Mas o meu é mais legal, o IT nem sempre é apenas um pronome.

Onde está meu passado? http://du-contra.blogspot.com


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